Pensamentos

12th abril
2010
written by Carol

Há um ano atrás eu estava comemorando um encontro, o início da minha mudança de vida, o momento em que eu percebi que posso tudo aquilo que quero, porque creio, tenho fé e confio. Quando comecei a ler sobre a metanóia eu senti que estava realmente mudando de vida. Eu sabia exatamente onde eu queria chegar, comecei a buscar com muito mais garra e não demorou muito para as coisas começarem a acontecer na minha vida. Depois de um tempo a gente começa a se questionar de novo, querendo continuar com as conquistas, querendo buscar aquilo que falta (e sempre faltará algo!), querendo dar mais um passo, um salto, um avanço. Aí vem os pensamentos, todos juntos e ao mesmo tempo, toca o despertador. A vontade de ficar na cama é imensa, no calor quentinho do aconchego, na segurança daquele abraço, na nostalgia de que tudo pode ser diferente. Mas a gente sabe que não pode, que é preciso levantar, que é preciso continuar, daquela forma que foi a forma que a gente escolheu para ser.

Me levanto, o humor alterar de alfa a beta. Penso: “E se fosse diferente? E se eu não tivesse essa obrigação? E se eu mudar? E se eu fizer diferente?”. Me arrumo e saio, sem pensar muito, sabendo que por enquanto não dá para ser diferente, o que dá pra ser feito é viver o presente, esse momento que é único e que é importante. O que dá pra ser feito agora é viver diferente esse sentimento que insiste em permanecer. O que dá pra ser feito é o melhor que se pode fazer. Ou você acha que todos os dias o mundo inteiro se levanta de bem com a vida e que só com você que é diferente? Você acha que todo mundo já encontrou seu fim ou seu meio? Tem muita gente assim como a gente que queria ser diferente e que queria fazer diferente. Tem muita gente diferente da gente, que mesmo querendo que seja diferente age diferente para viver bem!

E o dia continua, os minutos não param pra gente pensar e decidir. Eles correm, voam. Os minutos não querem saber do nosso atraso de vida, eles têm sede de vida nova a cada momento. O relógio não está preocupado comigo, porque eu me preocuparia com ele?

Ainda não consegui colocar pra fora esse sentimento que hoje me consome, talvez seja só vontade de viver, talvez seja vontade de mudar, de fazer de um jeito novo aquilo que faço igual todos os dias. Ainda não consegui descobrir, não consegui entender. Mas já me sinto melhor por poder estar aqui pra contar essa história. Sem dúvida já é conquista, é fato consumado, é vitória.

26th março
2010
written by Carol

Às vezes me esqueço de como o mundo dá voltas e de como passa água por baixo da minha ponte… E acho que sempre vai ser diferente, que as amizades sempre serão verdadeiras e intensas, que as conquistas virão sem os obstáculos, que o amor sobrevive sem saudade, que posso tudo e que não tenho limitações. Às vezes me esqueço que quem me dá a mão hoje pode puxar meu tapete amanhã, que confiar demais pode ser um pecado e não uma virtude, e acredito que sempre vou ter aquele ombro amigo à minha disposição. Às vezes me esqueço de que se não preciso hoje posso precisar amanha, de que nem sempre a dança vai conforme a música, de que sou ser-humano (com todas as minhas fragilidades) antes de ser forte como a mulher-maravilha.

Aí vem a vida com seu jeitinho mineiro e me dá um empurrão. Eu tropeço, desequilibro, mas não caio. Me apoio firmemente naquilo que me é seguro, na minha base, meu porto-seguro. Respiro fundo, conto até 10 (aprendi a pouco tempo como fazer isso), olho pra cima e sigo. E é assim a todo tempo, quando a gente acha que está tudo bem, tudo bom, tudo tranquilo, tudo acomodado, vem a vida e oxigena. Te mostra que é preciso ter os pés no chão, a cabeça no lugar e aceitar que o mundo dá voltas sim e que é preciso estar preparado.

Nem todo mundo te ama o quanto te fala. Nem todo mundo te acha legal como você pensa que é. Ném todo mundo quer a sua companhia como você quer a companhia de alguém. Nem todo mundo vê em você a pessoa maravilhosa que você é. Nem todo mundo quer a sua felicidade do jeito que falam. Não generalize, mas é preciso estar com o coração aberto para perceber as sutilezas da vida e saber lidar com elas.

O tempo é nosso melhor amigo… Acredite.

Bj.

22nd março
2010
written by Carol

Pouco tempo para atualizar o blog, tempo suficiente para curtir o fim de semana que parece pouco perto do que sinto que é necessário. O tempo voa, mais rápido do que posso acompanhar. Corro contra o tempo, ou melhor, atrás do tempo pra tentar não deixar que ele se vá assim… E cada dia que vai passando é como um dia a menos que tenho para ser feliz. E na verdade é, mas não tenho que me lamentar pelo que passou, tenho que me alegrar com os dias que ainda estão por vir. Quero que esse futuro ainda distante se aproxime logo, mas também quero que ele não chegue.  Quero viver intensamente o dia de hoje, sem pensar nos problemas, nas dificuldades, na distância. Quero amar de forma incondicional, sem medo, com toda força. A cada dia que acordo (em especial às segundas-feiras, confesso! rs) penso naquele sonho, naquele que motiva e que faz acreditar que um dia será possível. E é esse sonho que mantém de pé e me faz acreditar que tudo está valendo a pena!

Perco um pouco as forças, mas não me abato. Até penso em desistir, mas sigo firme, confiante. Busco pelo meu ideal, pelos meus objetivos, pelas minhas conquistas, por aquilo que me faz bem. Não, não é fácil. Sim, eu desanimo. Mas somente eu posso lutar por mim mesma, somente eu saberei o caminho, pois o meu coração bate é dentro de mim. E bate forte hein! Me guia, me consola, me coforta, me faz viver.

Ahhh, vida! A cada dia vou tendo mais certeza de que a felicidade não existe. Que a busca por um sonho é o verdadeiro tesouro, que nem sempre só os momentos de alegria e conquista são responsáveis pelo nosso sucesso. O caminho é o mais importante, pois enquanto ainda houver pelo que bucar haverá vida em abundância. É importante reparar em cada detalhe desse caminho, em cada flor e em cada espinho. O tempo é amigo, e ao mesmo tempo é traiçoeiro. Saber viver intensamente cada momento é o segredo…

Beijos!!

22nd fevereiro
2010
written by Carol

O fim de semana foi maravilhoso… Voltamos pra SP depois do carnaval e na sexta-feira à noite já voltamos pra Poços de novo… Finalmente deu tudo certo com a transferência do meu carro e nós aproveitamos o fim de semana para conversar com dois decoradores, assistir a um recital de músicas para o casamento e ainda conversamos com uma empresa de filmagem. Foi lindo, maravilhoso, chorei ao ouvir as músicas para a cerimônia, sonhei com a decoração da igreja e do salão de festas, fiquei extasiada ao assistir às filmagens! Estamos super empolgados e felizes!!

Cada detalhe visto é um pedacinho desse sonho, cada e-mail trocado é um respiro, um encantamento. Que esse quadro que está sendo pintado aos pouquinhos revele uma verdadeira obra de arte. Que consigamos expressar em cada momento desse nosso grande dia nosso amor imenso, sincero e verdadeiro. Que todos os nossos convidados se sintam parte dessa realização. Que a noite seja eterna. Que a música seja profunda, que as palavras sejam poema. Que o sol venha no outro dia para aquecer, iluminar. E que esse outro dia seja só o primeiro de uma eternidade de conquistas!!

Como é bom casar! Todo esforço vale a pena!! Beijossss

15th fevereiro
2010
written by Carol

Eu sei que palhaços deveriam trazer alegria e sorrisos para as pessoas, mas comigo é diferente. Nunca tive paixão por essas simpáticas figuras que alegram, principalmente, as crianças… Mas até achava que um dia pudesse a vir me agradar com elas. Porém quando vejo um desses, especialmente em época de carnaval, sinto angústia. Isso porque eles me remetem a um passado que eu definitivamente gostaria de esquecer, que apesar de ser passado, não é tão distante assim, e ainda machuca. É como tirar uma casquinha, pequenina, de um machucadinho que está quase sarando. A casquinha já está bem sequinha, mas o machucadinho volta a sangrar, uma gotinha de sangue apenas, mas sangra.

E o ruim de morar em cidade pequena e de interior é exatamente isso: a cidade ser pequena. Aqui não tem jeito, por mais que você evite encontrar pessoas ou passar por algumas situações, você sempre acaba encontrando, vendo, esbarrando. E isso é péssimo. E hoje foi exatamente assim… Por 3 vezes eu teria mudado meu passo, trocado de calçada, dobrado a esquina. Teria me levantando 1 minuto mais cedo, chegado 1 minuto mais tarde. Se soubesse teria evitado o desagrado.  Sim, teria evitado relembranças, que apesar de indiferentes, ainda estão dentro de mim. Tudo poderia ter sido muito diferente, mas não foi. Não mudamos nosso passado, mas eu gostaria de às vezes poder evitar esse tipo de coisa. Não tenho esse poder.

Sei que nada disso importa mais, mas alguém consegue me explicar porque ainda sinto? Não, ninguém consegue. Se eu, que sou dona desse coração, não tenho resposta, acho difícil que alguém a tenha. Acho difícil que alguém entenda, compreenda e me explique. O tempo é realmente mestre em cuidar dos problemas do coração, mas às vezes ele atrasa… vixi… Às vezes acho que ele vem de bonde, como se diz aqui em Minas, porque demooooora. Ao invés de vir com força e limpar todo esse desconforto, ele vem aos poucos, como se quisesse montrar alguma coisa, ensinar alguma lição. Acho que ele quer mesmo, mas como a gente às vezes não presta atenção né?! Talvez fosse mais simples se eu fosse mais atenta ao que o tempo está querendo me mostrar… Talvez já tivesse passado, e quando um palhaço aparecesse em minha frente eu já tivesse preprarada para sorrir pra ele, mostrando a mim mesmo que tudo definitivamente já passou.

Mas apesar dos percalços com o palhaço eu estou muuuuito feliz!! Meu feriado está sendo ótimo e o que mais me alegra é saber que quarta-feira eu volto pra casa com meu amor, e não tenho mais que me despedir dele no final do feriado, pois agora somos um. Como é bom saber que não vamos nos separar nunca mais… Estamos curtindo muito… Piscina, almoços, festinhas, reuniões, cervejinha e muito sol!! Estamos sendo muito abençoados por Deus e não tem como negar! Vivemos Nele e Nele nos fortalecemos.

Não gosto de carnaval, mas amo o feriado prolongado. Pra quem curte, boa folia! Com muita responsabilidade, é claro!

Beijos, beijos, beijos.

12th fevereiro
2010
written by Carol

Eu já havia comentado aqui no blog sobre o grande desafio de ficar 21 dias sem reclamar e de como essa árdua tarefa acabaria por mudar nossa vida, para melhor! Eu estava super empenhada, fiquei alguns dias tentando, mas acabei desistindo. A gente fica muito acostumado a reclamar das situações porque isso nos completa de alguma forma. Por exemplo: A gente aprende desde criança que chorando, fazendo manha, a gente ganha a atenção dos nossos pais e é assim por toda nossa vida. É só a gente sentir carência, falta de atenção, que achamos alguma coisinha para reclamar. Pode ser reclamar da relação amorosa com uma amiga, ou reclamar da falta de dinheiro com os pais, ou reclamar dos problemas do trabalho com o marido. É sempre assim, reclamamos para conseguir algo em troca e não refletimos algo que nos magoou para digerir e superar. 

Essa atividade é muito difícil, eu sei. Pode levar meses até que consigamos alcançar esses 21 dias em reclamações. Mas não é conseguir ficar 21 dias sem reclamar que vai nos tornar pessoas melhores. É a tentativa em mudar a mente, o jeito de pensar e, conseqüentemente, de agir diante das situações que vai nos tornar mais maduros com o tempo, mais conscientes da nossa posição no mundo. 

Para quem tiver interesse em conhecer um pouco mais essa filosofia de vida eu recomendo fortemente que leia o livro Pare de Reclamar e Concentre-se nas Coisas Boas de Will Bowen. A proposta: 

Para aderir ao desafio é preciso a ajuda de algum objeto (pulseira roxa!). Você se compromete a usar essa pulseira roxa e cada vez que fizer qualquer tipo de reclamação terá que mudá-la de braço, começando a contagem do zero! Quem não tem consciência do tanto que reclama pode achar que será fácil, mas essa missão será difícil para qualquer um, alguns mais, outros menos. Pode demorar meses, ou mais de um ano, para conseguir alcançar os 21 dias sem reclamar (o que significa manter a pulseira por 21 dias consecutivos no mesmo braço). Se falhar um dia terá que começar tudo de novo. Junto com não reclamar também não pode falar mal de ninguém (pensar pode…). 

Ao começar esse desafio você passará por quatro fases:

1. Incompetência Inconsciente: a pessoa já está nessa fase, porque não faz idéia que reclama e o quanto reclama;

2. Incompetência Consciente: quando você começa a perceber as suas reclamações;

3. Competência Consciente: Você começa a prestar atenção em seus pensamentos antes de falar e começa a se controlar;

4. Competência Inconsciente: Nessa fase, depois dos 21 dias consecutivos, as reclamações raramente virão.

 Ao ler o livro você vai perceber como reclamar faz mal a nós mesmos. As pessoas atraem quem é assim também e bloqueiam as energias positivas ao seu redor.

Para motivar os leitores do blog a participarem desse desafio por um mundo melhor eu vou sortear algumas pulseirinhas de silicone na cor roxa, que simbolizam esse movimento. Se você tem interesse em participar mande um e-mail para simplescarol@yahoo.com.br e me conte: Qual reclamação é a pior de escutar? 

Vou enviar as pulseirinhas pelos Correios, por isso coloque seu endereço completo (com CEP) no e-mail. Participe!

9th fevereiro
2010
written by Carol

Acabei de ler mais um livro da Agatha Christie que amei! Sempre gostei de casos policiais e acho que esse meu faro para detetive explica isso! hehehe. Fico sempre tentando descobrir o verdadeiro culpado, tentando desvendar a trama, às vezes tenho bons palpites, outras vezes nem tanto. Mas adoro esse tipo de livro que faz a gente pensar, desenvolver algumas habilidades de ver o outro de forma diferente, analisando cada detalhe, observando cada comportamento. Adoro livros que nos mostrem outras verdades, outros pontos de vista e até alguns romances, por que não?!

Descobri Agatha Christie por acaso e confesso que ainda tenho muitos livros dela pra ler, mas cada um que começo, devoro. Não consigo parar. É impressionante como ela tem esse dom de prender o leitor e envolvê-lo do início ao fim!

Esse aí de cima é uma edição de bolso e vou disponibilizá-la em breve, ainda não sei se em sorteio ou através de um pequeno concurso cultural… Em breve mais informações. Se você também aprecia as obras dessa autora passe por aqui e participe!

9th fevereiro
2010
written by Carol

Vamos falar do fim de semana que passou, delícia! Tenho pensado em tantas coisas pra postar aqui no blog, mas acabo não pegando o momento e deixando passar aqueles minutos tão preciosos… E idéia se vai, toma outra forma, muda de lugar. Aí vem as novas, mas já não são como as de antes, não menos importantes, mas diferentes do que eu no fundo queria.

Mas vamos lá… O sábado foi incrível, fez muito sol, muito calor. Acordei cedo (9h!) e desci pra piscina… Tomei um solzinho gostoso, entrei na água que por sinal estava uma delícia! Fiquei até às 13h… Subi para um banho gostoso e almocei no shopping com o meu amor. O almoço foi em churrascaria, mas foi leve dentro do possível. De sobremesa: o melhor sorvete de amora que eu já experimentei! Que delícia mais refrescante… Voltamos pro soninho da tarde, porque depois de piscina ninguém aguenta ficar de pé né?! Cochilei gostoso, depois comecei a preparar o jantar… PANQUECAS! Quando a Tha e o Daniel chegaram já estava quase tudo pronto, e foi uma delícia! Eles levaram um vinhozinho maravilhoso e eu amei muito! Conversamos sobre nossa viagem de férias e demos boas risadas!! Tudo indicava que o domingo seria perfeito também! E foi. Solzinho de novo, piscina again, mas o almoço foi em casa mesmo! Passamos a tarde em casa curtindo nosso cantinho, de preguiça boa… E foi assim, descansando bastante que eu passei meu fim de semana!!

E a segunda-feira foi exemplar: musculação de manhã, aula de jump à noite, tomando proteína e super empolgada com a malhação de novo! Como é bom me sentir assim, de bem com a vida, com meu corpo, com minha saúde, comigo mesma! Como seria bom se fosse sempre assim, se a TPM não me machucasse tanto, porque é assim que me sinto! Mas o que importa é aproveitar cada momento desse, bom!!

Hoje eu estava pensando no curso de fotografia que vou começar em março e sonhei… Como seria minha vida se eu pudesse viver disso, de uma coisa que amo: a fotografia. Como seria que isso não fosse apenas um sonho, mas sim uma realidade encantadora. Penso muito nisso, em amar o meu trabalho, amar o que eu faço e ter prazer em tudo… Mas às vezes é tão difícil! Será que é assim só comigo? Não significa que eu não seja feliz, eu apenas queria poder fazer todos os dias o que me dá prazer e pelo qual eu tenho paixão. Felicidade é mais que isso, é muito mais. Sou essencialmente feliz, mas às vezes queria poder ser mais completa. E não é redundância.

Queria ter o poder de fato sobre minha vida, mas é impressionante como a gente se prende. A gente se prende não pelo dinheiro, mas pelo conforto que ele pode comprar. Se prende pela independência financeira que te dá um carro, que te possibilita fazer viagens incríveis, usar roupas lindas, ter sapatos maravilhosos, que te possibilita sair pra jantar e voltar pra casa saciado de tanta emoção. A gente se prende não pelo que o dinheiro representa por si só, mas pelo que construímos com ele. Queremos dar uma vida cheia de regalos para nossos filhos, um cuidado especial para os nossos pais. Queremos ser nós mesmo, mas nos rendemos àquilo que mais nos é rentável. Como eu queria ter maturidade suficiente para saber que isso não é tudo. Sei o que dizem, mas não consigo viver, logo não compreendo. Queria que meu corpo acordasse quando estivesse descansado, que minha mente dormisso quando de fato precisasse repousar. Queria ter uma responsabilidade única em minha vida: a de ser feliz! Queria ser dona do meu próprio nariz, de verdade.

Problemas sempre vão existir… E não é diferente comigo, não é diferente com ninguém. Vamos dar mais valor ao que de fato é valioso em nossa vida, tem que valer a pena!

Beijos

5th fevereiro
2010
written by Carol

Sexta-feira!! Que dia lindo… O almocinho de amanhã virou jantar, bom que dá pra aproveitar o sol de manhã e ir tostar na piscina! Adoro!! E tomara que faça sol! rsrs

Hoje saí com meu gerente para almoçar com um cliente. Almoço descontraído em uma churrascaria em São Bernardo do Campo, apesar de alguns problemas no fornecimento o almoço foi muito bom. Saladinha de palmito (que eu amo!), salmão, queijinho e suco de goiaba.

Papo vai, papo vem e a conversa tomou um rumo que normalmente não gosto de discutir com  ninguém: religião. Não gosto de discutir porque não gosto de ouvir certos absurdos e detesto quando pregam falsos moralismos ou criticam a minha religião sem conhecê-la, apenas com base em sensasionalismos da mídia. Mas tudo bem, era o meu cliente, vamos ouvir, argumentar e ver no que dá. Estava indo tudo muito bem até um deles me dizer que a filha recém-nascida estava chorando muito nesta noite e que nem ele, nem a esposa, sabiam o que fazer para a menina parar de chorar. Disse que tentaram de tudo e a menina não parava de chorar. Aí ele teve a brilhante idéia de ligar pra uma tia que frequenta o centro espírita para que ela desse um “passe”. E o resultado, segundo ele, foi quase instantâneo – a menina parou de chorar.

E aí começaram as histórias… Que terminou assim: “Só que tem uma coisa Carol, eu não consigo me desvincular da igreja católica, tenho até uma capela na minha chácara e frequento a missa de vez em quando”. HEIN???? Como ele tem coragem de me dizer isso? Respeito a escolha de cada um porque todos temos o livre arbítrio para escolher o caminho que quiser, mas é demais para os meus ouvidos ouvir isso.

Confesso que na pior das hipóteses prefiro ele ainda dentro da igreja do que fora, mas esse mundo está perdido né? Como pode uma pessoa que se diz cristã frequentar um centro espírita e acreditar que estamos rodeados de espíritos, que passamos pela Terra para uma evolução, mas que há outros planos de vida? Como pode uma pessoa me dizer que reza o salve-rainha e o sabe de cor e que ao mesmo tempo não deixa de “tomar passe”  no centro? Isso é que eu não consigo entender, são valores divergentes, que não se encaixam. Enfim…

Não vou me estender, que cada um fique com sua consciência e com sua escolha.

5th fevereiro
2010
written by Carol

Faz mais de 40 dias que não para de chover em São Paulo, tá pior que o dilúvio. Pior mesmo, porque tem gente desabrigado, perdido, levado pelas águas, morrendo pela fatalidade de um raio ou de uma árvore que simplemente desaba sobre seu carro. Tem gente com fome, de comida e de atenção. Tem gente sem família, que tinha pouco e perdeu o pouco. Tem gente sem trabalho, sem dinheiro, sem dignidade. Tem gente sem fé, sem força, sem esperança. Tem gente querendo ir, tem gente querendo voltar. Tem pai procurando filho, tem filho sem pai, tem mãe desesperada, tem avó, avô, solidão.

Vejam essa fotografia tirada anteontem na estação de metrô da Sé, uma das maiores e mais movimentadas daqui. O que é isso gente? Não é possível que em um país como este os políticos não se preocupem em fazer uma curso superior de Gestão de Cidades, Administração Pública ou coisa parecida para se tornarem mais empreendedores, criativos, ousados e com isso resolverem os problemas de São Paulo, que também existem no Rio, em Minas, em todo lugar. Falta um coração mais humano, compreensivo, sensível, capaz de ver cada pessoa como especial e importante. Falta coragem, ânimo, querer.

Me solidarizo com essas pessoas que não tiveram escolha, que tiveram de esperar, cansadas, tratadas como se fossem mais um problema pra São Paulo. O dia começa lindo, enche a gente de alegria e quando chega o fim do dia o pesadelo começa… Que as pessoas tenham mais compaixão com o próximo e que São Pedro dê uma ajudinha… Tá na hora de fechar a torneirinha!!

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