Olá queridos leitores, reais e imaginários, que lêem e comentam, ou que só lêem, ou só comentam. Em vários posts neste segundo semestre de 2009 eu comentei da minha falta de tempo para mim e também para atualizar o blog, mas sempre que dava eu passava por aqui. Os textos não eram muito longos e profundos como no início do blog, mas isso não significa que as reflexões não continuam… Eu tenho preparado outro blog, para postar textos mais elaborados que usam a minha experiência de vida para questionar alguns assuntos que envolvem amor, relacionamento, família, amizade, saúde, etc. Mas enquanto esse novo blog não vem eu continuo postando por aqui…
Sobre o último post, das perguntas, serviu para ver que o blog anda meio às moscas… Poucas pessoas têm passado por aqui nos últimos dias. Foram feitas duas perguntas. A primeira, da Marisa, eu fiz questão de responder a ela por e-mail, contando um pouquinho da minha história profissional. Afinal, ela como até então era a única leitora dos últimos tempos, merecia essa atenção… RS.
Hoje li com muito carinho uma pergunta da Freda… Que faço questão de responder aqui. A Freda pergunta sobre o meu relacionamento… E é uma longa história! Antes de falar do meu relacionamento atual preciso contar pra vocês que namoro desde os 14 anos e passei a metade da minha vida namorando… Talvez seja por isso que eu tenho pavor de ficar sozinha. O meu primeiro namorado era meu vizinho, paixão de criança mesmo que evoluiu quando eu entrei na adolescência. Como eu nunca tinha namorado, eu era muito imatura, muito insegura e muito ingênua. O meu primeiro namorado era muito ciumento, possessivo e controlador, e ainda, totalmente anti-social. Isso significa que eu não podia sair à tarde pra fazer um trabalho de escola sem falar pra ele, ou melhor, sem pedir pra ele. Esse relacionamento durou quase 7 anos e há muuuuita história pra contar. Fomos noivos. Quase me casei. Só que chegou uma hora que eu comecei a passar por outra transformação, passei a me tornar mulher, e tudo aquilo que eu achava normal passou a não fazer sentido mais pra mim. O último ano desse relacionamento foi muito doloroso pra mim, eu chorava todos os dias, brigávamos muito, e eu comecei a perceber que o que eu sentia por ele não era amor. Estávamos acostumados um ao outro e não havia cumplicidade e paixão, como deve ser. Nesta época eu já trabalhava em uma grande empresa, comecei a descobrir novas amizades e foi lá que eu fiz um grande amigo! Mal sabia eu que este grande amigo se transformaria no meu grande amor.
Nós conversávamos muito, eu falava sobre o meu relacionamento e ele sobre o dele na época. Trocávamos confidências, um apoiava o outro, também dávamos grandes risadas. Eu já sabia que o meu relacionamento não ia bem, e que não ia durar muito mais, pois eu havia tentado de tudo para salvá-lo, para mudá-lo. Foi no dia 10 de abril de 2004, num fim de tarde de sábado, que eu resolvi terminar. Eu estava decidida, tranqüila e serena. Isso não impediu de ser doloroso, mas foi racional. Não houve recaída, nem outra chance. Todas as chances que poderiam ter sido dadas já haviam passado.
Eu estava perdida. Imaginem, durante quase 7 anos não tinha ido à esquina sozinha. Eu não tinha amigos, não tinha vida pessoal, não tinha nada. Foi duro, mas o meu grande amigo do trabalho foi quem me deu mais força. Comecei então a abrir os olhos para outras amizades também e foi neste ano que comecei a minha amizade com a Dani, minha fiel companheira até hoje. Uma amiga linda que me ajudou a suportar tudo isso e tudo o que ainda estava por vir.
Foi nesse momento que comecei a me aproximar mais do Roger. O relacionamento dele também não estava indo bem, ele não estava mais feliz, e a gente acabou se unindo cada vez mais. O ano de 2004 foi um ano muito difícil, mas eu mal podia esperar pelas surpresas que o ano de 2005 me traria. O final do relacionamento dele também não foi fácil, mas tínhamos certeza do que queríamos, tínhamos certeza de que queríamos ficar juntos e pra sempre! E foi isso que nos deu força e nos ajudou a superar tudo.
Começamos a namorar e eu estava adorando estar apaixonada de novo… Sabe aquele friozinho na barriga? Aquela vontade de estar junto e pra sempre? Era ótimo acreditar que eu estava começando a amar uma pessoa tão especial como ele. Eu ainda tinha uma tarefa difícil que era conquistar a confiança e o respeito dos pais dele, dos irmãos, de toda a família. Mas nosso amor sempre foi tão imenso que essa tarefa até que foi fácil. No final todo mundo acabou entendendo que a gente se escolheu e que a gente se amava de verdade.
Depois de um tempo juntos ele foi transferido para São Paulo. Aí então eu sabia que, ou nosso relacionamento se fortalecia ou terminaríamos. Não foi fácil pra mim, que sempre tive alguém do meu lado, todos os dias, viver um amor de fim de semana. Chorei muito, fiquei apreensiva, insegura, e foi assim que vivemos por pouco mais de 3 anos… Mas o fim de semana era obrigatório. Não ficamos sem nos ver um fim de semana sequer, a não ser quando ele estava viajando a trabalho fora do país. Mas essa experiência foi muito boa! Eu aprendi a ter vida própria, tive os momentos meus, estudei, fiz academia, saí com as amigas, foi tudo muito bom e o mais importante: aprendi a confiar nele mais que tudo! Provamos de uma verdadeira cumplicidade que nos fez mais maduros e conscientes na nossa escolha. O relacionamento sempre foi ótimo porque não tínhamos tempo para discussões, brigas, nada. Quando nos víamos era sempre pra matar a saudade e era sempre muito bom!! Só que o tempo foi passando e eu já não estava muito contente com essa situação, além do mais era muito cansativo pra gente, sempre um de nós estava na estrada enfrentando trânsito e horas a fio pra poder estarmos juntos. Foi quando eu decidi procurar um trabalho em São Paulo também. Eu estava terminando o meu MBA e estava confiante de que ia conseguir algo, quando fosse a hora certa.
E foi assim, em 15 de junho de 2009 eu me mudei pra São Paulo e começamos a nossa vida juntos!! Aquele era o nosso momento. Ele havia comprado um apartamento pra gente e tudo aconteceu de forma muito natural e muito abençoada. E eu estou amando a vida de casada (embora não tenhamos casado, ainda, oficialmente). A gente aprende a conviver com as diferenças, aprende a ter tolerância, a ser paciente, a crescer junto. Estou sentindo muita falta dos meus pais, amigos e atividades na minha cidade, mas o que eu tenho em São Paulo é maior que tudo isso. Não vou dizer que em 100% do tempo estou dando pulos de alegria, porque estaria mentindo, a gente tem que aprender a lidar com um monte de coisas e situações que não existiam antes, mas esse aprendizado nos faz pessoas melhores. Eu também tenho TPM, também tenho problemas no trabalho. Ele também tem mal-humor e também tem outras preocupações. Mas o simples fato de chegarmos no fim do dia em casa e encontrarmos um ao outro já é o suficiente para querer estar feliz.
Temos um relacionamento muito legal. Ele tem 29 anos, mas age como se tive 15 em certas ocasiões. Digo, ele é uma cara super alegre, faz brincadeira com tudo e não mede esforços para me fazer sorrir. Eu é que as vezes sou meio rabugenta, confesso! RS. Mas confiamos muito um no outro e sabemos que precisamos ter uma vida social independente. Isso significa que fazemos o que gostamos e somos felizes assim. Ele treina jiu jitsu, eu gosto de correr. Ele joga vídeo-game, eu adoro internet. Ele adora dormir até tarde, eu gosto de levantar cedo pro dia render. Temos muitas diferenças, mas o respeito por cada um é que torna o ambiente harmonioso e feliz.
Nossa casa é linda, nossos planos também. Vamos nos casar em 2011, já marcamos data e estamos super empolgados com os preparativos. Ele tem orgulho de mim e eu tenho muito orgulho dele. Não cansamos de dizer isso e é ótimo ouvir dele: “amo você princesinha!”.
Acho que as dificuldades que passamos juntos foram necessárias para hoje colhermos o fruto de um relacionamento feliz e saudável. É fato que o relacionamento não é, nem foi 100% flores, mas preferimos guardar na memória somente os momentos felizes e agradáveis e fazer com que o resto seja apenas uma parte do nosso crescimento e aprendizagem.
2010 promete ser uma no maravilhoso!! E dentre algumas das mensagens de votos de felicidade que recebi teve uma que marcou muito e que quero compartilhar:
Não estrague o seu dia
A sua irritação não solucionará problema algum. As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas. Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o infinito bem.
Sejam felizes meus queridos leitores e amigos!!! Que 2010 seja um ano esplêndido para todos nós!!
Grande beijo!!