Archive for janeiro 13th, 2009
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Vivo sempre esperando algo, um momento, um evento, uma pessoa. Todo mundo vive assim, já parou pra pensar? Nem que for pra esperar dar 17h pra ir embora pra casa, tomar um banho e descansar, mas todo mundo espera. Alguns esperam bem menos, já outros vivem esperando o momento certo. Só esqueceram de contar que o momento certo para alguns não é o momento certo para outros, e como as pessoas se relacionam, se interagem, isso pode gerar alguns conflitos. Já me disseram que eu preciso ser mais cuidadosa, mas vou ter medo de que? De tropeçar? O pior que pode acontecer é cair. Mas se cair, e daÃ?  O meu problema é que eu quero muito, quero tudo, e não tenho medo de assumir isso, a covardia não faz parte do meu espÃrito. Não tenho medo de dizer o que penso e o que almejo, e isso já me prejudicou um par de vezes.
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Temos que saber esperar… esperar… esperar… Mas quem é que vai me dizer quando chegar a hora? Um passarinho verde, ou quem sabe azul? Quem é que pode me dizer o momento certo além do meu próprio coração? Busco sempre respostas, para perguntas que nem sequer foram feitas, no intuito de tentar esclarecer algo que é tão simples feito pão com manteiga. Mas se é simples porque as pessoas complicam tanto? Eu à s vezes fico com as pernas bambas, a minha base também treme, mas não desisto. Apesar de querer tudo e buscar isso eu mantenho meus olhos bem abertos, meus ouvidos bem ligados e observo tudo! E quando digo tudo é tudo mesmo!
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O que sinto nem tem tanta importância mais, a emoção está perdendo espaço para a razão, cada vez mais. Estou em um momento em que quero sair dessa! Quero dar a volta por cima, mostrar que eu posso, sozinha, e vencer mais uma vez. Mas dessa vez está sendo um pouquinho diferente… Mas quem já não passou por isso na vida? Eu queria poder fazer diferente, mas não adianta, agora não dá. Mesmo querendo vou ter que esperar, acho que esse momento da minha vida está sendo importante para aprender a ter paciência. Não posso cobrar algo que nem eu mesmo posso dar, falo de dentro pra fora, como se gritasse a cada letra digitada. Como se a cada letra brotasse uma esperança de que tudo será diferente a partir de agora. Na realidade já é, mas não como deveria, como eu queria. Pelo menos não existe mais o sintoma de comparação. Somente a comparação de antes e depois de mim mesma. Como já foi pior, mais difÃcil, monótono. Agora até que dá pra colorir um pouquinho.
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Estou falando da vida meus caros. E o que essa palavrinha pequena tem de tão especial? O conceito é amplo, difÃcil demais pra tentar explicar aqui, até mesmo porque cada um tem a sua e vive a sua da maneira que bem entende. E não conheço alguém (se você conhecer me diga!) que viva sua vida 100% feliz, completa e estável. Acho difÃcil encontrar a resposta para tantos questionamentos, mas tenho buscado aproveitar a vida de quem já viveu mais do que eu para definir o que eu NÃO vou querer viver daqui uns anos. São coisas que podemos evitar, melhorar, substituir. Atitudes, palavras, gestos, sons. Busco observar, dói, à s vezes dói pra caramba, porque não é fácil segurar tudo isso dentro do peito, dá agonia, tristeza, vontade de mudar o mundo, mas é preciso. Cheguei à conclusão de que é necessário ficar em silêncio. Escutar e fingir que não ouviu. Olhar e fingir que não viu. Mas no final do dia coloque tudo em uma balança e defina o que é que deve ficar guardado. O resto, jogue fora. Mais uma vez eu digo – é difÃcil, mas necessário. O pranto é a válvula de escape, a sombra da escaldante estrela, e ajuda nesse processo. Ajuda tanto a esperar e ter paciência quanto a refletir. A lágrima não pode ser evitada, tem que ser colocada pra fora como forma de renovação, do velho pelo novo, mas novo mesmo. É pra renovar a alma que ela serve, para aliviar o cansaço que levamos em nossos ombros. Pare, respire e pense. Todos nós precisamos de um pouco disso. Inclusive os mais leves e despreocupados, pois é na leveza da alma que busca abrigo o mais pesado fardo.
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Estou pronta.