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11th dezembro
2008
written by Carol

Todo mundo deve se perguntar… Por que começar um blog no dia 11 de dezembro, prestes a terminar o ano, onde tudo fica mais corrido, onde as pessoas têm menos tempo para si e mais tempo para compras, presentes, amigos secretos, confraternizações? Já faz tempo que quero começar um blog, não sabia como, nunca tive estímulo. Mas hoje eu decidi fazê-lo. Decidi que começaria hoje e que não esperaria começar um outro ano, não esperaria uma segunda-feira, nem esperaria um momento especial. Decidi começar hoje porque HOJE é o mais especial que alguém pode ter. Já perdi muitas pessoas queridas, importantes pra mim. Perdi alguns momentos, algumas fases, oportunidades. Não queria perder mais uma simplesmente pelo fato de ser véspera de natal. As pessoas têm se preocupado cada vez mais com as aparências e se esquecido do espírito. Me diz aí, quem sabe, sente ou vive o verdadeiro espírito de natal? Basta olhar pras nossas famílias, nosso círculo de amizades, nossos colegas de profissão… Quantas vezes tivemos a oportunidade de celebrar o natal e não o fizemos? Quantas vezes durante todo o ano tivemos a oportunidade de sermos solidários e não fomos? E agora vem essa história de amigo secreto, confraternização. Não gosto desse jogo de aparências. Não gosto de me sentir querida só por ser véspera de natal. Prefiro muito mais comer pão com maioneze de azeitona e jogar imagem & Ação com as 5 estrelas depois de um cansativo final de mês que ser política e cordial com as pessoas só por ser véspera de natal. Hoje eu resolvi começar esse blog porque tive vontade, porque acho importante colocar pra fora o que sinto, compartilhar o que penso, mesmo que ninguém leia. Acho importante ser a gente mesmo, ser verdadeiro, sincero.

“Ser verdadeiro é ser autêntico;
é nunca precisar mentir para manter uma aparência;
é ter a coragem de dizer as suas próprias verdades,
ainda que com elas possa vir a provocar dissidências;
ainda que por elas venha a se defrontar com rejeições.
Ser verdadeiro é ser fiel àquilo em que se acredita
é viver em coerência com suas próprias crenças.
Ser verdadeiro é ousar viver em acordo com suas convicções.
Ser verdadeiro é ter a coragem de demonstrar aquilo que se sente e não temer mostrar a própria vulnerabilidade.
Ser verdadeiro é correr o risco de ficar só e mesmo assim continuar.
Ser verdadeiro, enfim, é viver em paz consigo mesmo!”

Fonte: Orvalho da Lua

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